Será que o cão consegue reconhecer quando os tutores o chamam por um apelido? Muitas vezes, além do nome oficial do peludo, o cachorro também pode ganhar um título mais carinhoso dos donos, como uma variação no diminutivo (Totó e Totosinho, por exemplo). Nesses casos, será que o peludo não fica confuso com tantos nomes?

Segundo a adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão, Maria Lucia Alves de Araújo, o bichinho é capaz, sim, de entender o significado afetivo de uma palavra. “Ele sabe que aquele apelido se refere a ele se usado com frequência”, diz a profissional. Ou seja: a repetição contribui para que o pet associe o nome a ele.

O importante, no entanto, é que haja consenso para a forma de tratamento que será usada com a mascote, independentemente de haver um apelido. Se os donos não escolherem um nome oficial e cada integrante da família passar a chamar o peludo como lhe der na telha, pode haver dificuldade no processo de educação do pet.

Especialistas fazem algumas recomendações para o momento de definir o nome do cãozinho. Maria Lucia alerta para que palavras muito habituais não sejam usadas. “O cachorro pode não entender que está sendo chamado devido à quantidade de vezes que escuta aquele termo, e acaba não estabelecendo uma ligação com a palavra”, afirma.

Linguagem canina
Outra orientação muito repetida por veterinários é de evitar associar o cachorro a expressões pejorativas ou que remetam à repreensão. “Normalmente, nomes muito parecidos com uma palavra como ‘não’ podem confundir o cachorro pela semelhança no tom”, ensina Maria Lucia. Ela cita exemplos como João, Feijão e Fofão.

Por falar em repreensão, há outro hábito comum entre tutores que deve ser evitado. Quem nunca, ao corrigir um mau comportamento de seus peludos, não gritou um ‘Não faça isso, Fulano’? A verdade é que não devemos usar a forma de tratamento do pet ao censurá-lo, para que ele não relacione o próprio nome à bronca.

“É sempre bom usar uma entonação feliz ao falar o nome do cachorro, assim, quando ele ouvir o chamado, atender prontamente, pois saberá que algo agradável irá acontecer”, afirma a adestradora.

Sobre comandos, a especialista explica que não é necessário alterar o tom de voz ao dar ordens à mascote. Também é importante evitar repetir várias vezes os comandos: o cachorro pode começar a obedecer os donos apenas quando ouvir uma instrução pela quarta vez!

Como os cães têm mais facilidade para entender palavras curtas, a dica ao corrigir o seu peludo é ser direto, em vez de fazer sermões sobre não subir no sofá, morder sapatos ou correr dentro de casa.

“Não há necessidade de explicar ‘não pode subir no sofá, Fred, saia já daí, você já sabe que é proibido, né?!’. O cão entenderia com mais facilidade um simples ‘não’ se falado na hora correta!”, diz Maria Lucia.

 

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