Intoxicações alimentares, medo dos fogos são alguns dos problemas mais comuns nesta época do ano

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fim de ano

Fim de ano significa correria para muitas famílias que se reúnem e se preocupam com os preparativos para os festejos da época. O que algumas pessoas não prestam atenção, no entanto, é que o período também pode significar problemas para os animais de estimação que muitas vezes têm sua rotina modificada e podem sentir as consequências do agito das datas comemorativas. Para evitar que esse movimento afete a saúde dos bichinhos, a vigilância por parte dos tutores é fundamental. Alergias e problemas intestinais são as ocorrências mais frequentes no período.

Os petiscos podem ser um grande atrativo para os animais, mas também é a maior causa de problemas tanto no dia 25 quanto no dia 31 de dezembro. “Os proprietários muitas vezes consideram os pets como entes queridos e querem oferecer a mesma alimentação para eles. Mas a alergia alimentar é muito frequente nessa época então deve haver a conscientização de que se tratam de animais e que eles não podem comer coisas condimentadas”, afirma a veterinária do Hospital Harmonia, Sintia Valadares.

Uma dica da especialista é sempre que o pet “pedir” o que o dono está comendo, oferecer a ele petisco próprio para a espécie. “Muitas vezes os próprios donos ou as visitas ficam com pena e acabam dando qualquer tipo de alimento, mas é preciso evitar. Nesses momentos é interessante oferecer um pouco da ração ou dar um biscoito para ele comer”, diz.

Os fogos, tão característicos desta época do ano, também podem ser o pavor de muitos bichos. Zuri, uma Maltês com cinco anos, passou mais de 15 dias sem latir após uma sequência de fogos de artifícios na rua onde mora seu tutor. O empresário Ricardo Guedes, de 32 anos, conta que já está preparado para o fim do ano. “Moro em frente a uma praça, então as pessoas geralmente se reúnem lá para comemorar e soltam rojões. Nesses momentos não tenho muito o que fazer, procuro acolher e deixá-la no meu braço. Para esse mês já estou com uma receita de um medicamento homeopático em mãos para tranquilizá-la”, conta.

Sintia Valadares afirma que deixá-lo em um ambiente aconchegante pode ser mais tranquilo, tanto para o bichinho, como para seu dono. “Pode ser um quarto arejado com um som ou televisão ligados para abafar mais o som ou uma roupa com o cheiro do dono. Existe um spray que é vendido em pet shops que servem como relaxantes, então borrifar no espaço pode ajudar também”, afirma.

Para os cães e gatos que têm acesso livre ao interior da casa, os enfeites de Natal são novidade e podem representar pura diversão. Mas falta de vigilância pode causar engasgo ou até intoxicação. E para evitar esse tipo de problema, o tutor deve ficar atento aos passos do animal evitando que ele brinque com os enfeites natalinos. Por maiores que sejam, eles podem quebrar e engolir algumas partes. “Houve um caso de um Dog Alemão engolir uma árvore de Natal. Ele precisou passar por cirurgia para a retirada. Então são casos que podem ter uma consequência mais preocupante e que podem ser evitados”, afirma o veterinário e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Marcelo Teixeira.

Para quem vai viajar, a dica do veterinário é procurar um hotel de referência. "É preciso ter cuidado de onde deixar o animal. Pesquisar e procurar informações com quem já passou pela experiência para saber algumas dicas é uma boa alternativa. O pet já vai perder o contato visual com seu dono, então é importante que ele fique em um lugar seguro e tranquilo para que possa passar essas datas saudável".

 

Fonte na notícia Pernambuco.cão

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